Lei a o texto e responda o que se pede:
Texto I:
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e
uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.
ANDRADE, C. D. de. Antologia Poética. 48ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 2001
O prefixo “–i”, no processo de formação de palavras, pode corresponder à
ideia de negação, como ocorre no uso do adjetivo “ilimitada“, no
texto I É possível também que outros prefixos evidenciem esse mesmo
significado, como ocorre na palavra:
GABARITO: ALTERNATIVA "A"
CORRETA, pois o prefixo –a indica negação, inexistência.
INCORRETA, pois o prefixo – a indica contrariedade, oposição.
INCORRETA, pois o prefixo – para indica oposição. INCORRETA, pois o
prefixo – a indica contrariedade, oposição.
INCORRETA, pois o prefixo – ambi indica duplicidade.
INCORRETA, pois o prefixo – ab indica afastamento