15 Questões: Polissemia e Figuras de Linguagem
Domine polissemia e as figuras de linguagem mais cobradas em concursos públicos e vestibulares
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Explicação: A metáfora é uma figura de linguagem que estabelece uma relação de semelhança implícita entre dois termos, sem usar elementos comparativos explícitos como "como" ou "tal qual". Aqui, o tempo é comparado implicitamente a um rio que corre.
Diferenciação: Se fosse "O tempo é como um rio que corre", seria uma comparação (ou símile). Como não há elemento comparativo explícito, trata-se de metáfora.
Explicação: Esta questão aborda polissemia (múltiplos significados para uma mesma palavra). Nas opções A, B, C e E, "cabeça" tem sentidos diferentes: líder (A), parte superior do prego (B), parte do corpo (C), inteligência/capacidade (E). Na opção D, "cabeçou" é um verbo derivado, não um uso polissêmico do substantivo "cabeça".
Conceito: Polissemia ocorre quando uma palavra tem vários significados relacionados entre si por extensão semântica.
Explicação: A metonímia é a figura de linguagem que substitui um termo por outro com o qual mantém relação de contiguidade (proximidade). Aqui, "copo" (continente) substitui "água" (conteúdo). Outros exemplos: "ler Machado de Assis" (autor pela obra), "São Paulo venceu o jogo" (local pela equipe).
Diferenciação: Diferente da metáfora (baseada na semelhança), a metonímia se baseia na contiguidade (parte-todo, autor-obra, continente-conteúdo, etc.).
Explicação: "Banco" é um exemplo clássico de palavra polissêmica: instituição financeira, assento, acumulação (de areia, dados), grupo de órgãos (banco de olhos). Todas as opções mostram diferentes significados da mesma palavra gráfica, portanto todas apresentam polissemia.
Observação: Polissemia não deve ser confundida com homonímia. Na polissemia, os significados são relacionados semanticamente; na homonímia, são palavras diferentes com mesma forma (ex: "cela" do verbo celar e "cela" de prisão).
Explicação: A hipérbole é a figura de linguagem que exagera uma ideia para dar ênfase ou expressividade. "Morrendo de sono" é um exagero para expressar muito sono. Outros exemplos: "Estou com uma fome de leão", "Já falei isso um milhão de vezes".
Característica: A hipérbole é muito comum na linguagem cotidiana e coloquial. É importante notar que não se trata de uma mentira, mas de um recurso expressivo reconhecido pelo interlocutor como exagero intencional.
Explicação: A prosopopeia (ou personificação) atribui características humanas a seres não-humanos. Neste caso, atribui-se às paredes (ser inanimado) a capacidade de ouvir (característica humana). Outros exemplos: "O vento sussurrava segredos", "O tempo cura todas as feridas".
Observação: Embora "personificação" seja o termo mais comum atualmente, "prosopopeia" ainda é bastante cobrado em concursos. A diferença é sutil: prosopopeia é mais abrangente, incluindo também dar voz a seres inanimados ou abstrações.
Explicação: "Renault" (marca/fabricante) substitui "carro da marca Renault" (produto). É um caso de metonímia do tipo "marca pelo produto". Outros exemplos similares: "Comprei uma Ferrari", "Bebo Heineken", "Uso Nike" - em todos, a marca substitui o produto.
Variações da Metonímia: A metonímia tem vários tipos: autor pela obra (ler Machado), continente pelo conteúdo (beber uma taça), causa pelo efeito (viver do suor), parte pelo todo (contar cabeças de gado), etc.
Explicação: O médico "receita" medicamentos, não "repouso". Aqui, há uma metáfora que estende o sentido de "receitar" (prescrever remédios) para incluir a prescrição de uma conduta. A linguagem médica usa muitas metáforas: "receitar repouso", "prescrever dieta", "indicar exercícios".
Contexto: Esta questão mostra como a linguagem especializada (médica) se apropria de termos e os estende metafóricamente. É diferente da polissemia, pois aqui há uma transposição consciente de um campo semântico (medicamentos) para outro (condutas).
Explicação: A catacrese é uma metáfora "gasta" ou "fossilizada", tão incorporada à língua que já não percebemos como figura de linguagem. "Pernas da mesa", "braço da cadeira", "dente de alho", "céu da boca" são exemplos clássicos. Quando não existe termo específico para algo, usamos uma catacrese.
Característica: Diferente da metáfora criativa (que é percebida como figura), a catacrese é uma metáfora lexicalizada, já incorporada ao vocabulário comum da língua.
Explicação: "Liga" é outro exemplo clássico de palavra polissêmica: 1) mistura de metais (metalurgia), 2) associação, confederação (liga esportiva), 3) conexão telefônica, 4) elástico para amarrar. Todos os significados estão relacionados semanticamente à ideia de "unir, conectar".
Importante: Em concursos, frequentemente se pede para identificar polissemia versus homonímia. Na polissemia, os significados têm relação semântica; na homonímia, são palavras diferentes que coincidem na forma (ex: "canto" (verbo) e "canto" (substantivo - lugar)).
Explicação: "Olhos eram dois oceanos" é uma metáfora (comparação implícita entre olhos e oceanos). "Onde me afogava" é uma hipérbole (exagero para expressar intensidade do sentimento). É comum em textos poéticos a combinação de várias figuras de linguagem.
Observação: Concursos frequentemente cobram a identificação de múltiplas figuras em uma mesma construção. É importante analisar cada parte do enunciado separadamente para identificar todas as figuras presentes.
Explicação: Atribui-se ao casarão (ser inanimado) ações humanas: "abrir os braços" e "receber". É um caso claro de prosopopeia ou personificação. Esta figura é muito usada em literatura para criar atmosfera emocional ou atribuir vida a objetos e lugares.
Diferenciação: Embora "braços" possa ser considerado catacrese quando se fala de "braços da poltrona", aqui o verbo "abrir" e a ação completa "abrir os braços para receber" configuram personificação, pois implicam vontade e ação consciente.
Explicação: "Carta" é um caso de polissemia: os diferentes significados (correspondência escrita, carta de baralho, carta náutica, carta de restaurante) estão relacionados semanticamente - todos se referem a um documento ou objeto com informações escritas/desenhadas.
Polissemia vs Homonímia: Em "carta" (documento) e "carta" (baralho), há uma relação histórica/semântica (ambos vêm da ideia de "papel com informação"). Se fossem palavras completamente distintas que coincidem na forma, seria homonímia (ex: "cesta" (objeto) e "cesta" do verbo "cestar").
Explicação: A antítese é a figura que opõe ideias contrárias. "Tarda" versus "não falha" são ideias opostas: demora versus eficácia. Outros exemplos: "O amor é fogo que arde sem se ver / É ferida que dói e não se sente" (Camões).
Observação: A antítese é frequentemente confundida com paradoxo. A diferença é que na antítese as ideias são opostas mas não excludentes; no paradoxo, as ideias são aparentemente contraditórias (ex: "Quanto mais sei, mais sei que nada sei").
Explicação: "Claro" é uma palavra polissêmica: 1) sem sono (passar a noite em claro), 2) cor clara (oposto de escuro), 3) evidente, óbvio ("está claro que..."), 4) transparente ("água clara"). Todos os significados derivam da ideia básica de "luminosidade, ausência de escuridão".
Recapitulação: Esta questão fecha o ciclo sobre polissemia, mostrando como uma palavra pode adquirir múltiplos significados relacionados semanticamente, um dos fenômenos mais importantes da semântica e frequentemente cobrado em concursos.