Polissemia e Figuras de Linguagem
Domine a multiplicidade de sentidos das palavras e os recursos estilísticos essenciais para interpretação de textos e provas militares.
📚 RESUMO: POLISSEMIA E FIGURAS DE LINGUAGEM
Conceito:
Propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar múltiplos significados, dependendo do contexto em que é empregada. É um recurso de riqueza vocabular, não um erro.
Linha: Linha de costura, linha do trem, linha de raciocínio.
Cabo: Posto militar, cabo da vassoura, cabo de dados.
Ponto: Sinal de pontuação, local de ônibus, ponto de vista.
Em provas, a polissemia é sempre um recurso válido e intencional. O contexto sempre definirá qual sentido está sendo utilizado.
A distinção é fundamental para interpretação de texto e resolução de questões de prova.
É a multiplicidade de sentidos de uma palavra. O contexto define qual sentido está sendo usado.
Exemplo: "A boca do forno." (Sentido estendido da palavra boca).
É a falta de clareza que gera duplo sentido indesejado, prejudicando a comunicação. Geralmente ocorre por má estruturação da frase.
Exemplo: "O sargento encontrou o recruta em sua casa." (Casa de quem? Do sargento ou do recruta?).
A polissemia é um recurso da língua; a ambiguidade é um defeito da construção frasal.
Em provas, a ambiguidade geralmente precisa ser corrigida através da reescritura da frase.
Conceito Geral:
Recursos estilísticos utilizados para dar maior expressividade à mensagem, desviando do sentido literal (denotativo) para o sentido figurado (conotativo).
As bancas militares costumam focar nas figuras mais comuns e com distinções mais sutis. Memorize estas nove!
A. Metáfora
Comparação implícita baseada em semelhança, sem o uso de conectivos comparativos.
"Aquele candidato é uma máquina de estudar." (Afirma-se que ele é a máquina).
B. Comparação (Símile)
Comparação explícita entre dois elementos, marcada obrigatoriamente por conectivos (como, tal qual, parecia, feito).
"O avião subiu como um foguete."
C. Metonímia
Substituição de uma palavra por outra com a qual possui uma relação lógica de contiguidade ou dependência (parte pelo todo, autor pela obra, continente pelo conteúdo).
"Lemos Machado de Assis." (Autor pela obra).
"Bebi dois copos d'água." (Continente pelo conteúdo).
"O Brasil venceu o jogo." (O país pelo time).
D. Ironia
Afirmação do contrário do que se pensa, geralmente com tom de sarcasmo ou crítica.
"Que inteligente! Esqueceu a identidade no dia da prova."
E. Hipérbole
Exagero intencional para enfatizar uma ideia.
"Já falei mil vezes para manter a formatura."
F. Eufemismo
Suavização de uma ideia desagradável, chocante ou grosseira.
"O soldado faltou com a verdade." (Em vez de "mentiu").
"Ele partiu desta para melhor." (Em vez de "morreu").
G. Personificação (Prosopopeia)
Atribuição de qualidades humanas, sentimentos ou ações a seres inanimados ou irracionais.
"O vento sussurrava segredos na floresta."
"A bomba gritou ao cair."
H. Antítese
Aproximação de palavras ou ideias de sentidos opostos, mantendo a lógica da frase.
"A vida é feita de alegrias e tristezas."
"O amor é curto, mas o esquecimento é longo."
I. Paradoxo (Oxímoro)
Associação de ideias contraditórias que, aparentemente, excluem-se mutuamente, rompendo a lógica comum.
"Ferida que dói e não se sente." (Camões).
"Estou cego de ver."
METÁFORA × COMPARAÇÃO:
Procure o conectivo (como, tal qual). Se houver conectivo, é Comparação. Se for uma afirmação direta de identidade ("Ele é um leão"), é Metáfora.
METONÍMIA × METÁFORA:
A Metáfora baseia-se na semelhança (analogia entre coisas diferentes). Ex: "Minha vida é um mar." (Vida parece mar).
A Metonímia baseia-se na lógica/proximidade real. Ex: "Respeite os meus cabelos brancos." (Cabelos brancos representam a velhice; é uma relação física, não de semelhança).
ANTÍTESE × PARADOXO:
Antítese apresenta opostos possíveis (dia/noite, guerra/paz).
Paradoxo apresenta opostos impossíveis ou absurdos (fogo que não queima, silêncio ensurdecedor).
1. Identifique se há sentido figurado (se não, não é figura de linguagem).
2. Procure conectivos para diferenciar Metáfora de Comparação.
3. Analise a base da relação: semelhança (Metáfora) ou proximidade real (Metonímia).
4. Para Antítese vs Paradoxo: opostos possíveis vs opostos impossíveis.
Fixação do Conteúdo
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Explicação: A frase "Bebi dois copos d'água" é um exemplo clássico de metonímia, especificamente do tipo "continente pelo conteúdo".
Análise: Na realidade, a pessoa bebeu a água que estava dentro dos copos, não os copos em si. Há uma relação lógica de contiguidade entre o continente (copo) e seu conteúdo (água).
Diferenciação: Não é metáfora porque não há relação de semelhança, apenas de proximidade física.
Explicação: O trecho de Camões apresenta principalmente paradoxo (também chamado de oxímoro).
Análise: As expressões "fogo que arde sem se ver" e "ferida que dói e não se sente" apresentam ideias contraditórias e aparentemente impossíveis na lógica comum. Como pode o fogo arder sem ser visto? Como pode uma ferida doer sem ser sentida?
Diferenciação: Embora também contenha metáforas (comparar amor a fogo e ferida), a figura predominante e mais marcante é o paradoxo, que caracteriza o estilo barroco de Camões.
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